Até o momento, temos 11.040 vias cadastradas em 1.893 locais de 453 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 5.081 vias de Esportiva, 5.068 vias de escalada Tradicional Clássica, 662 vias de Bouldering, 78 vias de Artificial, 68 vias de Big Wall, 61 vias de Tradicional Esportiva, 9 vias de Psicobloc, 8 vias de Descida, 4 vias de Esportiva de Exposição e 1 via de Highball Bouldering.
Descrição: A Ás de Espadas é uma das vias de escalada mais frequentadas do Pão de Açúcar, já que é muito bem protegida e bonita, além de poder fazer cume emendando com o Costão. Ela fica na face sul do Pão de Açúcar e, durante o inverno, fica abrigada do sol durante quase todo o dia.
Para acessar a sua base, é preciso entrar na Pista Claudio Coutinho, no canto esquerdo da Praia Vermelha. A entrada da trilha é discreta e fica praticamente no final da pista. Uma referência é uma lata de lixo laranja e um bloco de pedra no canto esquerda da pista. A entrada fica exatamente passando por cima desse bloco de pedra, seguindo para cima, e passando por alguns boulders. Essa trilha segue por alguns blocos de pedra pequenos até chegar próximo da parede do Pão de Açúcar, onde é preciso seguir pela direita por um bosque relativamente aberto.
A trilha nesse bosque é bem definida e logo no início existe uma clareira e a base da via Alfredo Maciel "Alfredão". Seguindo mais um pouco, será preciso cruzar uma pequena pequena laje de pedra e, logo depois, subir por um costão. Subindo por esse costão, é possível acessar a base das vias Ás de Espadas e Coringa, mas a Ás de Espadas segue para a esquerda no final desse costão, e a Coringa para a direita. Como esse setor do Pão de Açúcar é muito frequentado, geralmente é possível localizar as vias com certa facilidade, mas existem alguns atalhos que podem confundir a orientação.
A primeira enfiada já começa com lances delicados em agarrência, na casa do V grau. Depois, é preciso fazer uma diagonal para a direita até um ponto com proteção duplicada, onde pode ser feita uma parada intermediária. O ideal é continuar seguindo na via, sempre com lances técnicos em agarras pequenas, na casa do V grau, até chegar a uma segunda parada dupla onde pode ser feita a P1.
A famosa retinha da Ás de Espadas fica na segunda enfiada, que é uma reta extremamente bem protegia, sempre na casa do VI grau. Olhando de baixo, parece que existem muitas agarras, mas chegando perto, é possível perceber que as agarras são muito pequenas e exige um bom trabalho de pés e equilíbrio. No final da reta, há uma barriguinha bem técnica com agarras pequenas, cotada em VIsup, mas, depois, o grau da enfiada cai para um IV grau, até chegar a um platô com parada dupla onde pode ser feita a P2.
A terceira enfiada começa com uma diagonal para direita, cotada como V grau, onde é recomendável utilizar costuras longas de 60 ou 80 centímetros para reduzir o arrasto da corda. No final dessa diagonal, é preciso fazer um lance para cima, na casa do VI grau, onde é preciso superar um bonito veio de cristal. Fazendo esse lance pela extrema direita do veio de cristal fica mais fácil! Depois, basta fazer mais um lance em diagonal para a esquerda até um platô com parada dupla, onde pode ser feita a P3.
A quarta enfiada é bem curtinha e segue para cima por lances de IV grau até a Costão do Pão de Açúcar, onde existe um grampo que pode ser utilizado como P4.
Para finalizar, é possível descer a trilha do Costão, em direção à pista Claudio Coutinho, ou seguir o Costão em direção ao cume. De qualquer forma, existem diversas opções para fazer cume, pegando as vias da face leste.
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